Oração pelo Caminho
Oração é silenciar o coração em meio às tempestades do mundo, nos dias de hoje a oração está entre o barulho dos homens e o abraço do silêncio de Deus.
Oração é silenciar o coração em meio às tempestades do mundo, nos dias de hoje a oração está entre o barulho dos homens e o abraço do silêncio de Deus.
Para quem caminha comigo, mesmo nos dias de silêncio ou fuga. A oração não muda o caminho, mas muda quem caminha.
A Oração pelo Caminho é um livro de contemplação dos mistérios da criação do mundo, da salvação do homem e da santificação da alma. Fomos criados a imagem semelhança de Deus: Corpo, Alma e Espirito. O nosso corpo é pura matéria, mas é fruto da criação de Deus. E essa matéria com a sua alma e o seu espírito formam o ser humano, imagem e semelhança de Deus.
Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Deus ciou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus. O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para cultivar o solo e o guardar e deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.
A presença de Deus é real na existência do homem. Deus está presente no nosso tempo, aqui e agora. Afinal de contas, Deus é eterno. Deus vive eternamente. O tempo só existe para nós seres humanos. A partir desse entendimento podemos dizer que o tempo da criação do mundo já se passou, o tempo da salvação já chegou, agora estamos no tempo da santificação. São três momentos distintos, a criação, a salvação e a santificação através da oração.
Se quiser entender e compreender esse tempo de agora temos que contemplar Deus na sua existência terrena, no caminho que o próprio Deus Criador se revelou no Deus Salvador e percorreu ao lado da humanidade, e continua no momento presente se revelando no Deus Santificador.
Sim Deus está sempre presente na vida do humano, desde a criação, desde os primórdios, desde o princípio de tudo. Ele continua presente no dia a dia de cada um de nós. Deus é sempre presente, o atual, o agora. Deus criou o mundo e salvou o homem, agora a santificação depende de cada um de nós. E é esse é o momento presente da oração que Deus nos santifica.
Vamos ver na Bíblia alguns trechos que nos orientam sobre a imagem e semelhança de Deus.
Genesis 1,26: E Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.
Genesis 1,27: Deus ciou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus.
Genesis 2,15: O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para cultivar o solo e o guardar.
Genesis 2,16: Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim;
Genesis 2,17: Mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.
Aqui temos que fazer um aprofundamento sobre o fruto da árvore da ciência do bem e do mal. A pergunta é: Como era a vida do homem antes da desobediência, antes do pecado, antes de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal?
A Bíblia nada consta sobre como era antes, mas sim como ficou depois da desobediência do homem.
Genesis 3,7: Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram tangas para si.
A percepção da nudez no ato da desobediência a Deus parece ser a mesma que temos nos dias de hoje, ninguém fica nu diante de outras pessoas, isso é proibido por natureza. A consciência da nudez é a perda da inocência e o surgimento do sentimento de vergonha. Ora isso não existia antes. O gesto de se cobrir, de se esconder demonstra que ouve um impacto na vida do ser humano diante de Deus e dos outros até nos dias de hoje. A inocência da nudez só existe para as crianças, para os animais…
O homem sente vergonha de estar nu à medida que vai crescendo em estatura. A consciência do homem desperta a sua moral, como que se deparando com sua responsabilidade pessoal de suas escolhas. Para a ciência a desobediência são impulsos naturais do ser humano. No caso do pecado original, tinha que acontecer pois já existia o bem e o mal. A opção do homem recém-criado foi conhecer o bem e o mal. Uma coisa é o conhecimento do bem e mal, outra coisa é a vida eterna. Uma das passagens mais difíceis da Bíblia está em Genesis 22-24 onde se lê:
Genesis 22: E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.
Genesis 23: O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra de onde havia tirado.**Genesis 24: E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.
Agora vamos falar então da árvore da vida. Conhecer o bem e o mal não podia ao ser humano, mas ele desobedeceu a esse preceito de Deus e comeu do fruto da árvore do conhecimento, por isso a morte. Olha que interessante, parece que antes da desobediência (o pecado original) não existia a morte, não existia o trabalho cansativo, pesado que levava ao desgaste… (a morte)!!! Deus disse também à mulher: ‘‘Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”.
Genesis 17: E disse em seguida ao homem: “Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. **Genesis 18: Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. **Genesis 16: Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar”.
Olha que é mais interessante ainda, parece que depois da desobediência (o pecado original) nunca saberemos o vem depois da morte, o que realmente temos certeza é que todos morrem. Onde está essa arvore da vida? Está em Genesis 24:
Genesis 24: E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.
A árvore da vida está ao oriente… Onde fica o oriente? O “Oriente” se refere à direção leste. É o ponto cardeal onde o sol nasce, simbolizando o início, a nova vida e, em muitos contextos religiosos, a presença divina. No caso do Jardim do Éden, o “Oriente” é o local onde Deus colocou os querubins para guardar o caminho da árvore da vida. Os querubins, seres celestiais poderosos, foram colocados para guardar o caminho da árvore da vida. Essa árvore representava a vida eterna e o acesso direto a Deus. Ao impedir que Adão e Eva voltassem a ela, Deus estava preservando a ordem divina e a santidade do lugar. A colocação dos querubins representa a separação entre o mundo divino e o mundo humano após Adão e Eva, por terem desobedecido a Deus, eles naturalmente perderam o acesso à vida eterna e por isso foram expulsos. A presença dos querubins com uma espada flamejante simboliza a justiça divina. A espada flamejante é um sinal de proteção e de julgamento, indicando que a transgressão de Adão e Eva tinha consequências. Quais consequências?
‘‘Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”.
“Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida”.
Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar”.
Quer mais? Isso não basta? Isso já é demais, não é. Pense bem, tudo isso nos faz refletir o que o homem perdeu com a sua desobediência ao Criador. Se não fosse o pecado, a queda, o orgulho, o desobedecer da criação não teríamos o sofrimento, o trabalho penoso, a maldição, a morte. Apesar de tudo, a única certeza de todos é a morte.
Como se a morte fosse a libertação para alcançar a vida eterna, a mesma, que quis para nós no ato da criação do mundo. Por isso, a vida na terra é uma passagem, breve. Enquanto vivermos aqui na terra, não conheceremos do fruto da arvore da vida, nem comeremos desse fruto, porque se dele comermos então morreremos para vida eterna.
Para resumir: A árvore da vida eterna é o céu. A morte eterna é o inferno. Para meditar: O que vai acontecer com você se continuar a desobedecer a Deus Criador do céu e da terra que nos deu os dez mandamentos para caminhar rumo a vida eterna?
A desobediência de Adão e Eva de comer do fruto proibido é o mesmo ato de, nos dias de hoje, desobedecer a qualquer um dos dez mandamentos da lei de Deus. Por isso que nós continuamos sofrendo as consequências de um trabalho penoso e apesar da vida ser bela e maravilhosa a única certeza que temos é a morte e que após a morte ninguém sabe o que vai acontecer.
Vamos filosofar então: Parece-me que antes do pecado original, antes da desobediência do homem e da mulher, criados a imagem e semelhança de Deus, vivíamos diante de Deus, vivíamos na presença de Deus, vivíamos na vida eterna. Mas o pecado, a desobediência, interrompeu a vida eterna, porque Deus expulsou o homem do céu, aí parece que começou contar o tempo. Esse tempo de sofrimento por causa do pecado é um tempo que se passa, então essa vida nesse é uma passagem, tudo isso passa a única coisa não passará é a morte, mas depois da morte, teremos uma passagem, ou para a vida eterna ou para o sofrimento eterno. E é esse sofrimento eterno que Deus não quis para nós, pois se o homem comer do fruto da árvore da vida ele viverá eternamente sem a presença de Deus.
Vamos filosofar mais: Entender a morte como uma passagem de um mundo material para um mundo espiritual é uma tarefa difícil. Somos corpo, alma e espirito. Entender isso é desafiador, da mesma forma que entender que Deus é um só, mas em 3 pessoas: Pai, Filho e Espirito Santo.
Então como compreender a Trindade de Deus? A natureza de Deus é, por definição, transcendente e incompreensível para a mente humana. A Trindade é um mistério de fé, e ter fé é confiar em Deus mesmo quando não conseguimos entender completamente. É exatamente essa confiança em Deus que faltou ao homem no momento do pecado original. E é a falta de confiança em Deus que o homem continua pecando contra Deus, desobedecendo os seus preceitos. Então vejamos:
Genesis 2,16: Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; **Genesis 2,17: Mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.
O homem sabia que morreria se desobedecesse ao preceito de Deus. Mesmo sabendo, deixou-se influenciar por uma ação externa, um ser espiritual do mal. Seja qual for o nome dado a esse ser espiritual do mal, o demônio, satanás, …
Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente. O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra de onde havia tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.
Agora, seres espirituais do bem, os Anjos de Deus, guardam o caminho da árvore da vida. Nesse caminho não tem nenhum ser espiritual do mal lá. Senão o homem seria tentado de novo a desobedecer a Deus de novo. Na verdade, o homem é tentado sim conhecer a árvore da vida, mas é interrompido pela morte. O conhecimento adquirido pelo homem através da ciência quer explorar o mistério da vida e fazer dessa vida que vivemos uma vida eterna e é isso que Deus não quer para nós. A vida eterna é aquela que Deus quis na criação do mundo, antes do pecado original, antes da desobediência ao preceito divino. É uma questão de tempo. A morte virá para todos nós. E morte é uma passagem para a vida eterna. É possível compreender a morte como uma passagem da mesma forma quando passamos pelo parto, quando nascemos. Antes de nascer, já existíamos dentro da barriga da mãe. Nosso mundo enquanto bebe limitava-se ao corpo de uma mulher. Um determinado tempo vivemos dentro de uma bolha de água. A natureza cuidou para que a vida de dentro da barriga da mãe continuasse existindo fora do ventre materno. E assim se fez. Da mesma forma será a morte. Num determinado momento acontecerá a passagem para vida eterna. O bebe que estava dentro da barriga da mãe não sabia que num determinado momento iria conhecer um mundo diferente. Lá no ventre materno a criança tinha tudo o que precisa para viver. Assim como nós aqui na terra, mas assim como a criança no ventre precisa sair de lá para uma vida diferente, também nós com a morte do corpo precisamos sair desse mundo pois ainda temos nossa alma e o espirito para vida eterna. O nascer da criança é inevitável, assim como a morte é certa. O nascimento de uma criança é uma passagem de um estado de vida, para outro estado de vida diferente, a morte será a passagem para a vida eterna. Nós ainda não sabemos como será o estado de vida depois da morte, aliás é esse o fruto guardado pelos querubins armados de uma espada flamejante. Foi assim que Deus criou o mundo em que vivemos, resta a nós criaturas humana de Deus obedecer a seus preceitos. Se não obedecer, viveremos no pecado.
As perguntas que todos nós fazemos. Como é viver no pecado?
É viver sem a graça de Deus. Porque Deus sabendo do pecado original não quis a morte da criatura humana, ou seja, o homem que a partir de sua desobediência passava a viver eternamente no inferno. Por isso que chamamos de graça de Deus, porque Deus deu de graça a salvação para aqueles que pecaram, e todos nós pecamos, quer seja com o pecado original ou com o pecado atual que é a desobediência aos preceitos de Deus nos dias de hoje. Para que fique bem claro, o pecado original já foi perdoado porque Deus enviou o seu Filho no meio de nós para morrer por nós por causa de nossos pecados, pois Ele sabia que o homem tendo pecado uma vez, continuaria desobedecendo outras vezes por causa da influência do mal, assim como foi no princípio. Foi por causa da tentação que a mulher comeu do fruto proibido por Deus.
Aqui temos que fazer uma pausa para refletir sobre o mal, como ele surgiu, de onde veio e porque ele existe. O que consideramos “mal” pode variar de cultura para cultura, de indivíduo para indivíduo e até mesmo ao longo do tempo. É o sofrimento? A injustiça? A morte? O pecado? O mal é uma força ativa no mundo, uma entidade independente, ou simplesmente a ausência do bem? Se Deus é onipotente, onisciente e benevolente, como pode existir o mal em um mundo criado por Ele?
Como é viver sem o pecado?
Nem mesmo os Santos, canonizados ou não, estiveram livres do pecado. De acordo com a Bíblia, é impossível viver sem pecado, mas é possível ser justificado pela fé em Cristo e Santificado pelo Espírito Santo. A perfeição é um movimento progressivo e está intimamente associada ao amor. Mas é possível sim se livrar do pecado, basta agir como Deus pede.
Vejamos em Genesis 1,8-15: Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado. O Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores, de aspecto agradável, e de frutos bons para comer; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal. Um rio saía do Éden para regar o jardim, e dividia-se em seguida em quatro braços: O nome do primeiro é Fison, e é aquele que contorna toda a região de Evilat, onde se encontra o ouro. (O ouro dessa região é puro; encontra-se ali também o bdélio e a pedra ônix.)
O nome do segundo rio é Geon, e é aquele que contorna toda a região de Cusch. O nome do terceiro rio é Tigre, que corre ao oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates. O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo. O homem cultivava e guardava o jardim que Deus criou.
Genesis 18: O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.”
Genesis 1,22-25: E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne. O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam.
Assim vivia o homem e sua mulher no paraíso, cultivando e guardando o jardim que Deus criou. Se o mal não existia antes da criação, como poderia ter surgido em um universo criado por um Deus perfeito?
Alguns teólogos argumentam que o mal não existe de forma independente, mas é uma perversão do bem. A criação de Deus era perfeita, mas a possibilidade de escolha livre permitiu que seres criados se desviassem do propósito original.
Isaías 14 e Ezequiel 28, a Bíblia descreve um anjo poderoso, Lúcifer, que se rebelou contra Deus por orgulho e ambição, desejando ser como Deus. Essa rebelião o transformou em Satanás, o adversário de Deus e o príncipe das trevas.
No livro de Gênesis, a história de Adão e Eva narra a queda da humanidade devido à desobediência a Deus. Ao comer do fruto proibido, eles introduziram o pecado no mundo, separando a humanidade de Deus e corrompendo a natureza humana.
O dia mais difícil — Perdi o controle
Muitas foram as perguntas para quem não tinha respostas. Procurei ser firme, não respondia, quis exercer o direito a ficar em silêncio como Maria, a Mãe de Jesus fazia para meditar todas as coisas em meu coração, mas sem sucesso.
As perguntas se tornaram provocações exaustivamente indesejadas para o momento, imagina uma bexiga quando não suporta todo o ar que sai dos pulmões ao longo de uma manhã fria e ensolarada; em algum momento ela estoura, tendo que considerar quando o agasalho já incomoda no corpo, um tal de tira a blusa e põe a blusa: na sombra frio, no sol calor.
Foi difícil, mas eu precisava falar. Nessa hora, os gestos acompanham a voz, e o tom destoa na velocidade de uma comunicação impensada, porém necessária, para expor o que eu sentia: “Ainda não sei, não tenho a resposta que você quer. Por isso, agora não, vamos conversar depois.”
“Tenha paciência, por favor.” Foi tudo o que eu queria pedir naquele momento. Queria paciência para ser apenas paciente. No entanto, eu tinha que ser duplamente paciente para explicar o que ainda não compreendia, apenas porque se fazia necessário manter parentes e amigas atualizados.
Acho que exagerei. Afastei-a de forma brusca, um empurrão em meio ao desespero, mas foi apenas um instinto para me livrar do tormento do momento. Foi como retirar um obstáculo para conseguir seguir em frente e não descer um degrau sequer daquela escada.
Ainda bem que o jornal não tinha fotógrafo. Chorava copiosamente, por não ter resposta — nem eu tinha, apenas a certeza de não descer nenhum degrau, mas manter-se seguro na escada para não cair.
Aprendi que não devemos desistir no meio do caminho; temos que esperar o final para avaliarmos se valeu a pena, mas nunca desistir de nossos sonhos. E se precisar recomeçar, vamos fazer tudo de novo.
Agora a polêmica é outra: não existe só uma verdade, depende da narrativa — todos têm a verdade imposta a si; injusto isso, pois a razão se impõe em benefício dos espertos, assim é na política e agora na vida familiar. Descobri que a narrativa é uma mentira da qual o autor se apoderou.